quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Minha queda será por você
Meu amor estará em você
Se você for aquele que me ferir
Eu sangrarei eternamente


Dentro da triste memória...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013


Filtro cinza 

A máxima do nosso tempo é vencer.
e vencer significa ser feliz. No meio do
caminho, escolha uma profissão, tenha
amigos, compre um carro, financie uma
casa, case, viaje, vá ao shopping, torça
para um time, compre, use, abuse, jogue,
desfile, passeie, julgue, brilhe, dance,
transe, descanse. A publicidade teria
transformado a felicidade em uma
sucessão de frases imperativas que nos
faz consumir. Só que isso não preenche
nada. E o vazio continua aqui dentro.

sexta-feira, 26 de abril de 2013


Flores Amarelas

A vida é bela e fraca. Os anos passam. São como fósforos riscados. Não possuem mais serventia. Meras lembranças. O ritual de soprar velas talvez seja exatamente a representação de anos a menos, da luz que se apaga, da morte.
Os olhos passam a enxergar com ternura e saudade. Os jardins que se secam, nunca perdem o que já foram um dia. Sua essência é como uma borboleta, que precisa de metamorfoses para chegar ao que é.
Os girassóis para sempre representarão a tua felicidade. Você se foi, mas eles ficaram.
Afinal, a beleza não elimina a tragédia, só a faz mais suportável. Sonho que você reapareceria num desses belos jardins, e que tudo não passara de um pesadelo.
Ah a esperança... a esperança é mesmo como uma droga alucinógena.


sábado, 1 de dezembro de 2012

Nada a perder


Sexo tarde da noite, fumando cigarros
Eu tento muito, mas não consigo esquecer
Agora em um piscar de olhos, eu faria tudo de novo
Agora eu estou perdida em algum lugar
Perdida entre Elvis e suicídio
Eu não tenho nada a perder
Depois que Jesus e Rock N Roll
Não conseguiram salvar a minha alma imoral, bem
Eu não tenho nada
Eu não tenho nada a perder
Apontando pecados apenas para passar o tempo
Minha vida passa num piscar de olhos
Eu estava só procurando um amigo
E tudo o que eu era
E tudo que eu me tornei
Sempre caía no final

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Beat generation


Os junkies, sejam os de morfina, de álcool, de drogas, de maconha ou quaisquer outros, são seres tirados do senso comum, que os taxa de simples vítimas ou de escórias que proliferam o vício e degeneram a sociedade; mas há muito mais do que se esconde sob o discurso institucional ou a opinião pública, há uma sociedade com próprias “leis” e regras, com um modo de vida distinto, com personagens diversos que são ao mesmo tempo vítimas e algozes, culpados e inocentes, incompreendidos e condenados. Dualidades. Nada é unico.

domingo, 16 de setembro de 2012



Raiva, ciúme, amargura, cansaço, esperança, desejo, amor. Está em todo lugar. É conceitual. Você apenas não pode ver.

domingo, 22 de abril de 2012

Máquina do tempo

Como é bom e triste relembrar. Relembrar o que já fui, o que já sonhei, as loucuras que cometi, as pessoas que perdi. Nostalgia. Não há outra palavra.
Medo de envelhecer? Sim, tenho. Perder a essência de tudo que já fui um dia. Tudo é tão efêmero.
Tão diferente essa rotina me faz ser. E o que ficou pra trás nunca mais vai voltar.
Certo dia sonhei com o que eu me tornaria no futuro. E tive medo, mas também tive uma estranha curiosidade. Curiosidade: meu ponto fraco ou forte não sei, fui lá e me joguei. Dei o salto. Grandes saltos. E fui de olhos fechados, sempre, sem medo de cair. Sem pedir que ninguém me segurasse. Podendo ou não me machucar. E na maioria das vezes me machuquei e acabei ferindo os outros também. Aqueles que estavam ao redor. Mas as quedas me fizeram mais forte. E quiçá um pouco melhor. Quem dera eu pudesse viver saltos tão bonitos novamente. A beleza da queda. O medo da morte.


Quando vejo entrevistas e há a recorrente pergunta:
_ Do que você se arrepende na sua vida?
E o entrevistado reponde:
_De nada. Só me arrependo daquilo que não fiz.


Eu simplesmente não consigo acreditar. Não se arrepender de nada me parece impossível. Eu me arrependo de tantas coisas. Devo ser imatura e não ter atingido tamanha sabedoria. Apesar de me arrepender, sigo. Com a consciência tranquila por ter feito minhas vontades, mas com arrependimentos e cicatrizes que carrego. Talvez o arrependimento seja intrínseco ao ser humano. Talvez, mesmo que eu pudesse, não voltaria no tempo, continuaria a lidar com meus erros e acertos e com todo meu passado sem alterá-lo em nada.




Mas, se existisse a máquina do tempo, você voltaria atrás?